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PRODUÇÃO CIENTÍFICA

Comprometimento da Função Pulmonar em Pacientes Submetidos à Cirurgia de Rotação de Retalho do Músculo Peitoral para Correção de Complicações do Esterno Pós-Cirurgia Cardíaca
Celso Blacher, Paulo Ernesto Leães, Adriana Parisotto, André Luís Bendl, Jorge Boeira, Fernando A. Lucchese

Objetivo - Avaliar a repercussão da técnica de rotação de retalho muscular sobre a função pulmonar dos pacientes submetidos à cirurgia para tratamento de mediastinite.


Métodos - Foram estudados 15 pacientes submetidos à cirurgia de rotação de retalho muscular e comparados com 26 pacientes submetidos à cirurgia cardíaca com circulação extracorpórea, que não apresentavam complicações de ferida operatória. Os grupos foram estudados quanto à idade, sexo, peso, altura, tipo de cirurgia realizada, capacidade vital forçada (CVF), volume expiratório no 1º segundo (VEF1) e relação VEF1/CVF, em seus valores absolutos e percentuais, conclusão das espirometrias
e evidência clínica de pneumopatia.


Resultados - Não houve diferença estatística significativa entre os valores da CVF (p=0,98) e VEF1 (p=0,68) e VEF1/CVF (p=0,30) no grupo controle. A capacidade vital forçada média, valor absoluto, do grupo controle foi de 3907±1053,25 e do grupo de estudo foi de 2818±766,86 (p=0,0015). A média do volume expiratório forçado no 1º segundo, valores absolutos, no grupo controle, foi de 2995± 855,68 e, no grupo de estudo, foi de 2232±617,68 (p=0,0046). Os dados percentuais relativos previstos para CVF (104,78±21,73 e 82,04±21,16) e VEF1 (99±22,67 e 79,04±19,17) no grupo controle e no grupo de estudo, também tiveram significância estatística (p=0,0026 e p=0,0067, respectivamente), o que não ocorreu com a relação VEF1/CVF. O grupo de estudo teve cinco casos de insuficiência ventilatória restritiva contra nenhum grupo controle (p=0,0031).

 

Conclusão - Os portadores de complicações infecciosas esterno-mediastinais, tratados com a rotação de retalho do músculo peitoral, apresentaram comprometimento da ventilação pulmonar do tipo restritivo, de grau moderado, que deve ser considerada perante esta situação.


Palavras-chave: mediastinite, cirurgia de retalho do músculo peitoral, função pulmonar

 

Worsening of Pulmonary Function in Patients Submitted to Muscle Flap Surgery for Treatment of Sternal Wound Complications After Heart Surgery


Purpose - To evaluate pulmonary function of patients submitted to muscle flap for treatment of mediastinitis.


Methods - Fifteen patients operated with the muscle flap technique were compared with 26 consecutive patients submitted to heart surgery with extracorporeal circulation, that did not present wound complications. Both groups were evaluated for age, sex, body weight, height, surgery, forced vital capacity (FVC), forced expiratory volume in first second (FEV1) and the relation (FEV1/FVC) in absolute and percentual values, espirometry conclusions and clinical evidences of lung disease.


Results - There was no statistical difference between preoperative and postoperative period for FVC (p=0.98), FEV1 (p=0.68) and FEV1/FVC (p=0.30) in the group with no sternal complications. In the control group, the median of FVC was 3907±1053.25 and in the study group was 2818±766.86 in absolute values (p=0.0015). The median of FEV1, in the control group, was 2995±855.68 and in the study group was 2232±617.68 in absolute values (p=0.0046). There was statistical difference, between groups, in FVC (104.78±21.73 and 82.04±21.16) and FEV1 (99±22.67 and 79.04±19.17) in percentual (p=0.0026 and 0.0067) values. There was no statistical difference for the ratio FEV1/FVC. The study group had five patients diagnosed as having restrictive ventilatory insufficiency by espirometry against none in the control group (p=0.0031).


Conclusion - Patients with infectious complications of sternum and mediastinum, treated surgically with muscle flap rotation may present restrictive pulmonary insufficiency in moderate degree, that must be considered in this situation.


Key-words: mediastinitis, muscle flap surgery, pulmonary function


Hospital São Francisco da Irmandade Santa Casa de Misericórdia de Porto Alegre


Arq Bras Cardiol, volume 67 (nº4), 243-247, 1996


Recebido para publicação em 9/1/96

Aceito em 10/7/96

 

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