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PRODUÇÃO CIENTÍFICA

Abordagem sequencial das cardiopatias congênitas: um enfoque ecocardiográfico bidimensional
Paulo Zielinsky, José Carlos Haertel, Fernando A. Lucchese

O diagnóstico das cardiopatias congênitas adquire importância capital e crescente, na medida em que o aprimoramento das técnicas cirúrgicas corretivas aumenta a perspectiva de vida das crianças afetadas . O correto conhecimento da anatomia normal e patológica do coração é atualmente uma imposição, especialmente ao considerar-se o encaminhamento cirúrgico cada vez mais precoce, freqüentemente no período neonatal. A introdução da abordagem seqüencial das cardiopatias congênitas, com base no estudo morfo patológico do arranjo das câmaras atriais e ventriculares, das conexões e das relações cardíacas e vasculares, possibilitou que o detalhamento da anatomia se fizesse de forma sistemática, tornando assim acessível e compreensível para os clínicos e cirurgiões o que foi por muito tempo apanágio dos patologistas. O advento da ecocardiografia bidimensional e o extraordinário desenvolvimento do seu virtuosismo trouxeram à realidade uma excitante visão da anatomia do coração e dos grandes vasos no indivíduo vivo, possibilitando, pela sua inocuidade e reprodutibilidade, o estudo morfológico completo da imensa maioria das cardiopatias congênitas.



Tal como nos cortes anatômicos de peças de necropsia, a descrição da morfologia ecocardiográfica bidimensional deve ser sistemática, concisa, precisa e objetiva. Em vista disto, a abordagem seqüencial é o método preferencial para análise detalhada dos diversos segmentos cardíacos e extracardíacos do recém-nascido e da criança com cardiopatia congênita.


Este trabalho tem o propósito de mostrar como a ecocardiografia bidimensional faz o papel do patologista no estudo das cardiopatias congênitas, propiciando um laudo ecocardiográfico que siga os moldes de uma descrição anátomo-patológica, com a utilização dos princípios da abordagem seqüencial.


Utilizamos nesta publicação a nomenclatura proposta por Tynan e col. , em 1979 e modificada por Anderson e col. em 1983.


O presente estudo utiliza dados obtidos na realização de cerca de 1.500 exames ecocardiográficos, nos seguintes locais: The Hospital for Sick Children de Toronto , Canadá; Instituto de Cardiologia do Rio Grande do Sul/FUC; Hospital Moinhos de Vento -Cardiolab; Hospital Mãe de Deus - Prevencor; Hospital de Clínicas de Porto Alegre e Clínica de Ecocardiografia, Porto Alegre, RS, nos anos de 1982, 1983 e 1984.


Os exames foram realizados em ecocardiógrafos marca “ALOKA” n.os SSD-710 e SSD-720 e Advanced Technology Laboratories “ATL” n.º MK-300LX, com transdutores de 2. 25, 3, 3.5, 5 ou 7.5 MHz. O método ecocardiográfico é descrito no próprio desenvolvimento do texto.


Trabalho realizado no Instituto de Cardiologia do Rio Grande do Sul/Fundação Universitária de Cardiologia (IC/FUC).


Arq. Bras. Cardiol. 45/2 129-144 - Agosto, 1985


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