Em nenhuma hipótese as orientações e dados divulgados devem substituir aquelas recomendadas individualmente pelo seu médico assistente.
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Vitaminas para a melhor idade
Dr. Fernando Lucchese


Todos se perguntam qual é a vitamina “quente” para a melhor idade. E as informações são trocadas como quem sugere novas ações para investir na bolsa. Trocar figurinhas sobre medicamentos pode tornar-se uma obsessão após certa idade. Obviamente, não está correto. Quem prescreve medicamentos, por definição, é o médico, e mais ninguém. Até mesmo porque somos intrinsecamente diferentes, e o que é bom para um pode ser ruim para outro.

Mas o que são vitaminas? São produtos químicos que, em pequena quantidade, são essenciais para o metabolismo do corpo. Pelo fato de não serem, em sua maioria, produzidas em quantidade suficiente pelo organismo, temos que suplementá-las na alimentação. Há dois tipos: as lipossolúveis, como o nome diz, solúveis em gordura, e depositáveis no organismo, e as hidrossolúveis, que se dissolvem facilmente e são eliminadas pela urina, não se depositando no organismo. São estas últimas as que mais precisam ser suplementadas pela alimentação.

Entre as lipossolúveis está a vitamina A, importante para ter olhos, ossos e pele saudáveis, e cujo portador típico é a cenoura – por isso, coelhos não usam óculos. Outra delas é a vitamina D, que ajuda a absorver o cálcio dos alimentos, depositando-o nos ossos, sendo extremamente importante para evitar osteoporose e fraturas ósseas na melhor idade. É encontrada em peixes, leite, queijos e iogurtes. Há também a E, que parecia ser importante para reduzir câncer e infarto, mas ultimamente vem perdendo crédito em estudos mais detalhados.

Nas hidrossolúveis, o grupo mais popular é o complexo B. E não é para menos. Essas vitaminas participam em praticamente todas as ações metabólicas principais: utilizam e transformam a glicose em energia, formam anticorpos, são antioxidantes contra radicais livres responsáveis pelo envelhecimento celular, combatem as infecções, o infarto e o câncer. São encontradas nos vegetais, nos cereais, nos peixes e em grande variedade de outros alimentos, sendo as mais comuns. Recentemente um estudo publicado na Lancet, a mais prestigiada revista médica européia, chamou a atenção para um dos membros do grupo B, a vitamina B9, mais conhecida como ácido fólico. Já se sabia que ela diminuía a incidência de infarto e derrame cerebral e, agora, descobriu-se que pode reduzir a incidência e a evolução da doença de Alzheimer.

Portanto, na hora de se preocupar em ingeri-las, que se comece com 400mcg diários de ácido fólico. Mas, cuidado, existe ainda muita dúvida no campo das vitaminas, como é o caso C, que após anos de estudo, ainda não se sabe ao certo quais seus benefícios e a dose para obtê-los. Mas, pelo sim, pelo não, o ideal é tomá-las, até porque o excesso simplesmente sai na urina.


Produção em quantidade insuficiente pelo organismo, temos que suplementá-las na alimentação... ...ou por meio de comprimidos