Em nenhuma hipótese as orientações e dados divulgados devem substituir aquelas recomendadas individualmente pelo seu médico assistente.
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De olho no Índice de Massa Corporal dos pequenos
Dr. Paulo Ernesto Leães

 

 

Pesquisadores da Universidade de Cincinnati, em Ohio, nos Estados Unidos, descobriram que a mensuração seriada do Índice de Massa Corpórea (IMC) em crianças pode ajudar a revelar quais apresentam maior predisposição para doenças cardiovasculares. A constatação emerge de um estudo publicado no Circulation, jornal da Associação Americana de Cardiologia.

 

Pioneira, a pesquisa avaliou a chamada "idade rebote do IMC", período entre os quatro e os sete anos, no qual o IMC atinge seu menor valor, antes de aumentar progressivamente durante adolescência e idade adulta. Os resultados indicam que quanto mais cedo esse fenômeno ocorre, maior é a incidência de fatores de risco cardiovasculares, que podem ser identificados já aos sete anos de idade.

 

Ao todo, foram acompanhadas 308 crianças saudáveis – 158 meninos e 150 meninas – dos três aos sete anos de idade, período em que tiveram o IMC medido a cada quatro meses. Ao completarem sete anos, foram avaliadas para os fatores de risco cardiovasculares através de exames laboratoriais e ecocardiograma. Aquelas que tiveram mais precocemente a idade apresentaram, aos sete anos, maior prevalência de fatores de risco cardiovasculares, como maior IMC, maiores níveis de pressão arterial, maiores níveis séricos de insulina e leptina, maior massa ventricular esquerda e maior volume atrial esquerdo.

 

"É importante que os médicos meçam o IMC e a idade rebote do IMC em crianças pequenas e também em adolescentes", afirma Thomas R. Kimball, autor principal do estudo e professor de pediatria na universidade.