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08/09/2017
Sociedade Brasileira de Cardiologia reduz taxas de referência para o colesterol ruim

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Crédito da imagem: Dreamstime

A atualização da Sociedade Brasileira de Cardiologia segue padrões já adotados em outros países e reduz os índices de referência considerados seguros. A alteração impacta de forma mais expressiva os valores desejáveis do colesterol LDL, o chamado colesterol ruim, em pacientes de risco cardíaco muito alto.

Fazem parte do grupo de risco muito alto pessoas com histórico de infarto, AVC e amputação da perna provocada por doença na artéria. Para eles, a nova recomendação define que o LDL deve permanecer abaixo de 50 miligramas por decilitro (mg/dl) de sangue – o limite anterior era de 70 mg/dl.

A mudança está na Diretriz Brasileira de Dislipidemias e Prevenção da Aterosclerose, documento que reúne recomendações sobre colesterol e triglicerídeos e orienta o trabalho de médicos no país. A entidade alerta que os profissionais fiquem atentos às mudanças e solicita que laboratórios alterem as taxas de referência nos exames.

Uma pesquisa publicada em março deste ano pela SBC revelou que 67% dos brasileiros desconhecem as próprias taxas de colesterol. De acordo com especialistas, é necessário conhecer seus níveis de colesterol para saber se o controle é efetivo, se é preciso adotar novos hábitos ou iniciar um tratamento.

Conheça os novos parâmetros:

LDL (colesterol ruim)

Pessoas com risco cardíaco muito alto devem ficar abaixo de 50 mg/DL (recomendação anterior: 70 mg/DL)

Colesterol total

Desejável: abaixo de 190 mg/DL (recomendação anterior: 200 mg/DL)

HDL (colesterol bom)

Desejável: acima de 40 mg/DL (recomendação anterior: 60 mg/DL)

Com informações da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC).