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NOTÍCIAS

18/06/2018
Segundo estudo, dieta rica em proteína não é indicada para prevenir insuficiência cardíaca

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Crédito da imagem: Shutterstock

Aumentar a ingestão de proteína de origem animal pode não ser a melhor alternativa para a saúde do coração. É o que afirma um estudo realizado com homens finlandesas que vincula uma dieta rica em proteínas ao aumento do risco de insuficiência cardíaca.  

Publicado no jornal Circulation, da American Heart Association, o estudo analisou a relação entre a dieta e o risco de insuficiência cardíaca – quando o coração não consegue bombear sangue suficiente para o resto do corpo. A investigação também comparou os efeitos da carne e do leite com o impacto de proteínas vegetais, como nozes e feijões, na saúde cardiovascular.

Os pesquisadores utilizaram dados do Estudo de Fator de Risco para Doença Cardíaca Isquêmica de Kuopio, que acompanhou a saúde de 2.441 homens finlandeses por mais de duas décadas. No início do estudo, com idades entre 42 e 60 anos e sem qualquer problema cardíaco, os participantes mantiveram registros detalhados da alimentação e passaram por vários testes para avaliar sua saúde. 

No final do período de acompanhamento e com os resultados do seguimento de 22 anos, 14% deles haviam desenvolvido insuficiência cardíaca. Os autores descobriram, então, uma tendência entre dietas ricas em proteínas e o aumento deste risco.  

No geral, os participantes com maior ingestão de proteínas foram 33% mais propensos a desenvolver insuficiência cardíaca do que aqueles que consumiam menos. 

Ao observar diferentes tipos de proteínas, constataram que proteínas de origem animal estavam mais associadas à insuficiência cardíaca do que a proteína vegetal.  

As proteínas de origem animal incluíam qualquer tipo de carne, frutos do mar, laticínios e ovos, enquanto as proteínas de origem vegetal incluíam alimentos como grãos, nozes, feijões e sementes.  

Os autores observam, no entanto, que a associação não foi considerada estatisticamente significativa, o que leva à necessidade de realizar pesquisas adicionais sobre o tema.

Eles também incentivam que novas investigações busquem compreender os impactos de tipos específicos de proteínas, já que houve diferença inclusive entre as de origem animal – produtos lácteos foram associados ao risco aumentado de insuficiência cardíaca neste estudo, enquanto o consumo de peixe e ovos, não. 

Ao esclarecer os efeitos únicos das proteínas, os especialistas esperam melhorar as diretrizes dietéticas para a prevenção da insuficiência cardíaca.