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NOTÍCIAS

25/01/2019
Relação entre cintura e altura pode indicar risco de problemas no coração

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Crédito da imagem: Vitor Engrácia Valenti

De acordo com um novo estudo, o acúmulo excessivo de gordura na região abdominal aumenta o risco cardiovascular de todas as pessoas, inclusive de quem é fisicamente ativo ou tem peso considerado normal pelo Índice de Massa Corporal. 

Realizado por pesquisadores da Universidade Estadual Paulista (Unesp), de Presidente Prudente e Marília, em colaboração com a Oxford Brookes University, na Inglaterra, com apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo, os resultados do trabalho foram publicados na revista Scientific Reports.

Segundo Vitor Egrácia Valenti, coordenador da Unesp de Marília, pesquisas recentes sugerem que a relação cintura-estatura (RCE), medida a partir da divisão da circunferência da cintura pela estatura, fornece informações mais precisas de riscos cardiovasculares do que o IMC, que avalia a distribuição de gordura pelo corpo.

Baseados nestas evidências, os pesquisadores decidiram investigar se a recuperação do controle autonômico da frequência cardíaca após o exercício físico em homens saudáveis varia confrome os valores de RCE. 

Para isso, eles dividiram 52 homens saudáveis e fisicamente ativos, com idade entre 18 e 30 anos, em três grupos, seguindo os índices de RCE.

No primeiro grupo foram incluídos homens com menor porcentagem de gordura corporal e com RCE entre 0,40 e 0,449, valor abaixo do limiar de risco para o desenvolvimento de doenças cardiovasculares. 

O segundo foi formado por homens com RCE entre 0,45 e 0,50, índice próximo ao limiar de risco, enquanto o terceiro foi composto por homens com RCE acima do limite de risco, entre 0,50 e 0,56.

Os participantes foram avaliados durante dois dias. No primeiro, permaneceram 15 minutos sentados e em repouso para, em seguida, avaliar a aptidão física numa corrida de esforço máximo em esteira ergométrica. Após o exercício, permaneceram sentados e em repouso por 60 minutos.

Ainda de acordo com Valenti, o teste físico demonstrou que todos os voluntários eram fisicamente ativos. 

No segundo dia de avaliação, os participantes foram submetidos a um protocolo de exercício físico moderado, que incluía caminhada durante 30 minutos em esteira com intensidade de aproximadamente 60% do esforço máximo.

A variabilidade da frequência cardíaca foi medida durante o repouso e na primeira hora após o exercício para avaliar a velocidade de recuperação cardíaca. Esta análise permite mensurar o risco de complicação cardiovascular após a atividade física e estimar o risco de desenvolver doenças cardíacas. A necessidade de mais tempo para recuperar a frequência cardíaca normal indica um maior risco de complicações.

Conforme os autores, a investigação mostrou que pessoas saudáveis e fisicamente ativas, sem sobrepeso e histórico de doenças metabólicas ou cardiovasculares, mas com valores de RCE próximos do limite do fator de risco, também têm maior probabilidade de desenvolver distúrbios no coração em comparação com indivíduos com menor acúmulo de gordura na região da cintura.

Com informações de Agência Fapesp.