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NOTÍCIAS

12/11/2018
Pesquisa adverte sobre excesso de açúcar em iogurtes

iStock iogurte.jpg

Crédito da imagem: iStock

Considerado por muitos um lanche saudável, um estudo realizado no Reino Unido demonstra que a inclusão do iogurte na dieta pede atenção e cautela.

 

Pesquisadores da Universidade de Leeds, no Reino Unido, analisaram a tabela nutricional de mais de 921 produtos vendidos online pelas cinco maiores redes de supermercados, que respondem por 75% do mercado britânico.

 

Os produtos foram divididos em oito categorias: infantil, sobremesas, alternativas a produtos lácteos, saborizados, de frutas (in natura ou na forma de purê), natural/grego e orgânicos.

 

Conforme o estudo, a categoria que mais contém açúcar é a de sobremesas, com uma média de 16,4g a cada 100g. Neste grupo, no entanto, foram incluídos também produtos que não contêm iogurte ou queijo cremoso, como mousse de chocolate e cremes de caramelo, o que influenciou o resultado.

 

A segunda categoria mais açucarada foi a de iogurtes orgânicos – o que surpreendeu os pesquisadores –, com 13,1g a cada 100g. Os infantis contêm 10,8g a cada 100g.

 

Para dar uma ideia do que essa medida representa, os autores alertam que o refrigerante à base de cola mais popular do mercado mundial contém 10,6g de açúcar por 100ml.

 

Somente os iogurtes naturais e do estilo grego foram considerados produtos com baixo teor de açúcar.

 

Para receberem essa classificação, os iogurtes devem ter no máximo 5g de açúcar por 100g. Apenas 9% dos produtos pesquisados pela equipe da Universidade de Leeds se enquadram nessa categoria.

 

A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda que açúcares livres, o que inclui os adicionados a alimentos industrializados, não ultrapassem 10% da ingestão calórica diária, o equivalente a 50g. Segundo o órgão, reduzir o consumo para 25g diárias (5%), beneficia ainda mais a saúde.

 

O consumo em excesso de açúcar está associado a um risco maior de doenças crônicas não transmissíveis, como diabetes.

 

O limite de 5% no consumo diário é recomendado também pela American Heart Association, que reforça, ainda, que até os dois anos de idade as crianças não devem consumir nenhum tipo de açúcar livre.