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11/08/2016
Pela primeira vez na história, pressão alta é mais comum em países de baixa renda

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Crédito da imagem: Reprodução/Internet

Segundo uma ampla investigação da American Heart Association, pela primeira vez na história, pessoas que vivem em países com baixo e médio rendimentos apresentam uma maior prevalência de hipertensão do que a população de países ricos.

A afirmação é resultado de uma análise que envolveu 968 mil indivíduos de 90 países. De acordo com o texto da entidade, mais de 30% dos adultos são hipertensos. Destes, 75% vivem em países de baixa ou média renda.

A pressão arterial elevada é um importante fator de risco para doenças cardiovasculares e principal causa evitável de morte prematura e incapacidade em todo o mundo.

Em 2010, 31,1% (o equivalente a 1,39 bilhões de pessoas) da população mundial adulta apresentava pressão alta – 28,5% (349 milhões) eram adultos e viviam em países de renda alta e 31,5% (1,04 bilhões) pertenciam a países com baixo e médio níveis de renda.

Os investigadores apontam que a prevalência de pressão arterial elevada diminuiu 2,6% nos países mais abastados e aumentou 7,7% nos países de renda inferior no período entre 2000 e 2010.

Embora a informação esteja mais acessível, o controle do problema em locais carentes parece estar mais difícil. Conforme a American Heart Association, aspectos como o envelhecimento da população, um estilo de vida pouco saudável, a falta de atividade física, uma dieta inadequada, sistemas de saúde sobrecarregados e falta de recursos para tratamento podem explicar essa mudança.

Na visão dos especialistas, a hipertensão deve ser uma prioridade de saúde pública como forma de prevenir a doença cardiovascular e os custos associados para a sociedade.