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NOTÍCIAS

18/08/2013
Pacientes obesos tendem a precisar de angioplastia mais cedo

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O procedimento também apresenta riscos de complicações para esses indivíduos

Não há dúvida de que a obesidade aumenta o risco de desenvolver doenças cardíacas. Um estudo recente realizado nos Estados Unidos aponta que o número de norte-americanos obesos que necessitam de angioplastia quase dobrou desde os anos 90.

Publicado no Journal of the American College of Cardiology, a pesquisa analisou a proporção de pacientes obesos mórbidos submetidos a intervenção coronária percutânea (também conhecido como angioplastia), um procedimento não-cirúrgico usado para restaurar o fluxo normal de sangue em indivíduos com artérias obstruídas.

Com base  em um registro detalhado, os pesquisadores identificaram mais de 227 mil pacientes que se submeteram a este procedimento, entre 1998 e 2009, no Estado de Michigan. Os pacientes foram divididos em quatro categorias, conforme o índice de massa corporal: magra, sobrepeso, obesidade e obesidade mórbida.

Após a análise, descobriram que a proporção de obesos mórbidos submetidos a angioplastia quase dobrou no período, passando de 4,38% para 8,36%. Quando comparados aos pacientes com sobrepeso, apresentaram um risco significativamente maior de complicações e morte decorrentes do procedimento e eram, ainda, muito mais jovens do que os membros dos outros grupos – 59,2 anos de idade contra 64,9 anos na categoria com excesso de peso.

De acordo com o estudo, é possível que pequenas alterações no modo como a angioplastia é realizada poderiam tornar o procedimento mais seguro para esse público, mas a melhor maneira de melhorar os resultados é ajudá-las a atingir pesos saudáveis.

Além dessa pré-disposição para complicações, obesos mórbidos estão mais propensos a ter diabetes, doenças cardíacas e outros problemas de saúde graves, que podem interferir em funções físicas básicas, como respirar e caminhar.