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NOTÍCIAS

21/01/2019
OMS alerta sobre as 10 principais ameaças à saúde em 2019

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Crédito da imagem: iStock

Surtos de doenças que podem ser prevenidas por vacinação, altas taxas de obesidade infantil e sedentarismo, além de impactos causados pela poluição, pelas mudanças climáticas e pelas crises humanitárias fazem parte da lista divulgada pela Organização Mundial da Saúde sobre as 10 principais ameaças à saúde global em 2019.

A OMS pretende colocar em prática um novo plano estratégico, com cinco anos de duração, que contemple estes novos aspectos e garanta que mais 1 bilhão de pessoas tenham acesso à cobertura universal de saúde.

Veja os principais pontos de atenção destacados pela entidade:

1. Poluição do ar e mudanças climáticas

A Organização Mundial da Saúde estima que nove em cada 10 pessoas respiram ar poluído todos os dias. Poluentes microscópicos podem penetrar nos sistemas respiratório e circulatório, danificando pulmões, coração e cérebro, o que resulta na morte prematura de 7 milhões de pessoas todos os anos por enfermidades como câncer, acidente vascular cerebral e doenças cardiovasculares e pulmonares.

2. Doenças crônicas não transmissíveis

Dados da entidade mostram que doenças crônicas não transmissíveis, como diabetes, câncer e doenças cardiovasculares, são responsáveis por mais de 70% de todas as mortes no mundo – o equivalente a 41 milhões de pessoas. 

Isso inclui 15 milhões de pessoas que morrem prematuramente (entre 30 e 69 anos). 85% dessas mortes prematuras ocorrem em países de baixa e média renda.

3. Pandemia de influenza

O mundo enfrentará outra pandemia de influenza, apenas não se sabe quando será e a gravidade que terá. Além do alerta, a OMS afirma monitorar constantemente a circulação dos vírus para detectar possíveis cepas pandêmicas.

4. Cenários de fragilidade e vulnerabilidade

A entidade destacou que mais de 1,6 bilhão de pessoas – 22% da população mundial – vivem em locais com crises prolongadas (uma combinação de fatores como seca, fome, conflitos e deslocamento populacional) e serviços de saúde mais frágeis. Nesses cenários, metade das principais metas de desenvolvimento sustentável, incluindo saúde infantil e materna, permanece não atendida.

5. Resistência antimicrobiana

A capacidade de bactérias, parasitos, vírus e fungos resistirem a medicamentos como antibióticos e antivirais é uma ameaça importante à saúde, já que dificultaria o tratamento de infecções como pneumonia, tuberculose, gonorreia e salmonelose.

A incapacidade de prevenir infecções, segundo o órgãos, pode comprometer seriamente cirurgias e procedimentos como a quimioterapia.

6. Ebola

No ano passado, a República Democrática do Congo passou por dois surtos de ebola, que se espalharam para cidades com mais de 1 milhão de pessoas. Uma das províncias afetadas também está em zona de conflito ativo. Em dezembro, representantes dos setores de saúde pública, saúde animal, transporte e turismo pediram à OMS e seus parceiros que considerem 2019 um ano de ação sobre a preparação para emergências de saúde.

7. Atenção primária

Sistemas de saúde com atenção primária forte são classificados pela entidade como necessários para se alcançar a cobertura universal de saúde. No entanto, muitos países não têm instalações de atenção primária de saúde adequadas. Em outubro de 2018, todos os países-membro se comprometeram a renovar seu compromisso com a atenção primária de saúde, oficializado na declaração de Alma-Ata em 1978.

8. Vacinação

Segundo a OMS, a relutância ou a recusa para vacinar, apesar da disponibilidade da dose, ameaça reverter o progresso feito no combate a doenças evitáveis por imunização. O sarampo, por exemplo, teve aumento de 30% nos casos em todo o mundo. Além disso, 1,5 milhão de mortes poderiam ser evitadas se a cobertura global de vacinação tivesse maior alcance.

9. Dengue

Muitas casos são registrados durante estações chuvosas de países como Bangladesh e Índia. No entanto, a doença já se espalha para países menos tropicais e mais temperados, como o Nepal. A estimativa é que 40% de todo o mundo esteja em risco de contrair o vírus – cerca de 390 milhões de infecções por ano.

10. HIV

De acordo com a OMS, apesar dos progressos, a epidemia de Aids continua a se alastrar pelo mundo e quase 1 milhão de pessoas morrem por HIV/aids a cada ano. Desde o início dos registros, mais de 70 milhões de pessoas adquiriram a infecção e cerca de 35 milhões morreram. 

Hoje, cerca de 37 milhões vivem com HIV no mundo. Um grupo cada vez mais afetado são as adolescentes e as mulheres jovens (entre 15 e 24 anos), que representam uma em cada quatro infecções por HIV na África Subsaariana.

Com informações de Agência Brasil.