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NOTÍCIAS

05/09/2017
Longas jornadas de trabalho prejudicam o coração

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Crédito da imagem: Getty Images

Realizada pela University College London e publicada no European Heart Journal, a pesquisa incluiu mais de 85 mil pessoas que excediam o tempo no local de trabalho e constatou os efeitos negativos das horas extras para a saúde cardiovascular.

Conforme os autores, trabalhar 55 horas semanais aumenta em 40% o risco de desenvolver fibrilação atrial – quando o coração apresenta frequência cardíaca irregular, gerando má circulação do sangue – em comparação com pessoas que cumprem jornadas de até 40 horas por semana.

Os pesquisadores chamam a atenção, ainda, para outra descoberta: 90% dos voluntários que desenvolveram fibrilação atrial não apresentavam fatores de risco para doenças cardiovasculares no início do estudo, como diabetes, tabagismo ou idade, o que, de acordo com os especialistas, confere ao excesso de trabalho a culpa pela complicação cardíaca diagnosticada dez anos depois.

Embora sejam necessários novos estudos para compreender de que forma a longa jornada de trabalho atua sobre o corpo físico e o coração, os autores acreditam que o resultado está relacionado ao estresse mental, à pressão e à exaustão. Pesquisas anteriores já observaram a interferência do excesso de trabalho no humor e no risco de câncer, diabetes, obesidade, asma e artrite.