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NOTÍCIAS

27/07/2018
Investigação revela que o brasileiro desconhece as consequências do diabetes

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Crédito da imagem: Depositphotos

Segundo a International Diabetes Federation (IDF), 14 milhões de brasileiros têm diabetes. A incidência coloca o Brasil na quarta posição mundial em número de diabéticos.  

Porém, uma pesquisa realizada pela Abril Inteligência com apoio da AstraZeneca afirma que apenas uma em cada quatro pessoas reconhece o diabetes como uma condição grave. Muitos também não compreendem as consequências de não tratar a doença de forma adequada.

Dados da Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD) indicam que, além da alta prevalência de diabéticos, cerca de 40 milhões de brasileiros estão pré-diabéticos, e 25% deles devem desenvolver a doença nos próximos cinco anos.

O levantamento contou com a participação de 1.050 pessoas das cinco regiões do país. 663 não eram diabéticas.

Segundo os resultados, 37% dos entrevistados com diabetes convivem com a doença há mais de 10 anos; no entanto, 31% deles acreditam que uma vez que é diagnosticada não é mais possível consumir açúcar, o que não é verdade. Surpreendentemente, o número foi menor entre os não diabéticos, que representaram 26% dos que acreditam nessa hipótese.

Outro ponto destacado pela pesquisa é que os brasileiros não sabem que as consequências do diabetes incluem as doenças cardiovasculares: apenas 47% dos diabéticos acreditam que a doença pode causar problemas no coração e 43% pensam que pode ser causa de acidente vascular cerebral (AVC); entre os não diabéticos o número cai para 30% e 27%, respectivamente. 

Os autores apontam ainda que a população relaciona o diabetes principalmente a problemas de visão e amputação. Além disso, grande parte dos entrevistados afirmam que doenças como câncer, AIDS e Alzheimer são mais graves que o diabetes.

Outro desconhecimento está relacionado às causas: entre os entrevistados que têm a doença, 50% acreditam que ela é hereditária, enquanto 35% associa o diabetes ao estresse.

Da mesma forma, de acordo com o levantamento, quase metade (46%) dos diabéticos não realizam check-ups regularmente para acompanhar a doença. 

A pesquisa também mostrou que existem diabéticos que não realizam o exame da curva glicêmica, teste que mede a tolerância à glicose; entre os entrevistados, 56% afirmaram já ter feito. Já o exame de hemoglobina glicada, responsável por analisar a média glicêmica do paciente, foi realizado com mais frequência entre os participantes (91%).

Sobre a alimentação, embora o estudo revele a compreensão do brasileiro a respeito da importância de hábitos saudáveis para o controle da doença, apenas 58% dos diabéticos afirmam manter uma alimentação balanceada.  35% deles dizem que a restrição alimentar é o que mais incomoda no tratamento.

Quando o tema é atividade física, outro fator importante no monitoramento do diabetes, o número cai pela metade: apenas 23% fazem exercícios de três a quatro vezes por semana.

Questionados sobre os hábitos saudáveis mais importantes, os participantes não diabéticos acreditam que a manutenção de peso adequado (67%), atividade física regular (69%) e boa alimentação (79%) sejam os principais para evitar o diabetes.

Para os especialistas envolvidos no trabalho, a falta de conhecimento sobre os riscos da doença pode ser prejudicial para o diagnóstico precoce e tratamento. A demora pode afetar a qualidade de vida do paciente e permitir que complicações futuras venham a ocorrer.

Com informações da revista Saúde.