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NOTÍCIAS

04/09/2016
Inca estimula o esporte para combater o tabagismo

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Crédito da imagem: wallsauce.com

No clima das Olimpíadas Rio 2016, o Instituto Nacional do Câncer (Inca) adotou o esporte como campanha central do Dia Nacional de Combate ao Fumo, comemorado na última segunda-feira, 29 de agosto. Com o slogan #MostreAtitude: sem o cigarro sua vida ganha mais saúde, a intenção foi atingir especialmente a faixa etária entre 13 e 35 anos.

Conforme o Inca, o consumo de produtos que contêm tabaco prejudica a performance nos esportes, principalmente por afetar a capacidade respiratória. Ao estimular a prática de atividades físicas, o Instituto pretende conscientizar sobre os prejuízos do tabagismo.

Ainda de acordo com o órgão, durante o exercício, quem fuma sente-se cansado com mais facilidade e sofre com falta de ar, além de apresentar resistência reduzida e poder de reação mais lento.

Os benefícios de parar de fumar, em contrapartida, são percebidos rapidamente. Segundo o Inca, após duas horas sem cigarro, a nicotina deixa de ser detectada na corrente sanguínea. Após oito horas, o nível de oxigênio normaliza-se e, até 24 horas depois, os pulmões funcionam melhor.

Passados dois dias da última tragada, já é possível perceber melhor cheiros e sabores. Após um ano, o risco de infarto do miocárdio cai pela metade.

Dados do levantamento Vigilância de fatores de risco e proteção para doenças crônicas por inquérito telefônico, do Ministério da Saúde, apontam que houve redução de 33,8% no número de fumantes adultos nos últimos 10 anos, sendo que 10,4% da população das capitais brasileiras mantêm o hábito de fumar.

Em 2006, o percentual era de 15,7% para o conjunto das capitais. Os homens permanecem como os que mais fazem uso do tabaco (12,8%), e as mulheres fumantes representam 8,3% do total da população feminina das capitais. Há 10 anos, o percentual era de 20,3% entre os homens e de 12,8% entre as mulheres.

O Ministério da Saúde alerta que, apesar da redução do número de fumantes, as doenças causadas pelo tabagismo acarretam aproximadamente 200 mil mortes por ano no Brasil. O tabaco é um fator importante no desenvolvimento de doenças crônicas não transmissíveis como câncer e problemas cardiovasculares e pulmonares.