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NOTÍCIAS

30/06/2017
Exercício minimiza danos cardíacos provocados pela obesidade

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Crédito da imagem: Getty Images

O objetivo do estudo foi verificar se a prática de atividade física pode amenizar os danos que a obesidade provoca ao coração e entender de que maneira o exercício atua para reduzir o risco de insuficiência cardíaca.

De acordo com uma pesquisa publicada no periódico JACC: Heart Failure, o exercício é fundamental para a saúde cardiovascular de pessoas acima do peso.

A afirmação é resultado da avaliação de 9.500 norte-americanos acompanhados pelos pesquisadores entre 1987 e 2013. Os pacientes tinham idades entre 45 e 64 anos e não apresentavam doença cardíaca no início do estudo.
 

A cada três anos, os voluntários respondiam a questionários sobre a prática de atividades físicas e passavam por conferência de peso e coleta de sangue para testes de troponina T - marcador laboratorial com alta sensibilidade, capaz de detectar danos cardíacos até mesmo em pacientes aparentemente saudáveis.

Conforme os autores, durante todo o período, menos da metade dos participantes realizou atividades físicas nos níveis mínimos indicados pela American Heart Association. As diretrizes atuais recomendam pelo menos duas horas e meia de exercício moderado ou 75 minutos de atividade vigorosa por semana.

Os pesquisadores descobriram que as pessoas que não relataram nenhum exercício regular estavam 39% mais propensas a ter problemas cardíacos. Ao analisarem apenas os dados dos pacientes obesos, eles observaram que os sedentários apresentavam um risco 2,5 vezes maior do que os pacientes obesos fisicamente ativos.

A boa notícia é que a atividade física parece ter um efeito protetor em relação à ocorrência de danos cardíacos. Independente do peso e da rotina de atividades físicas, a incidência de problemas no coração, incluindo o desenvolvimento de insuficiências cardíaca, diminui em indivíduos ativos. 

Segundo os autores, o estudo destaca a importância da atividade física regular, seu efeito protetor contra danos cardíacos e sua potencialidade na redução do risco de insuficiência cardíaca. Se o exercício não pode extinguir completamente o impacto da obesidade no coração, ele pode contribuir para minimizar os danos ao longo do tempo.