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NOTÍCIAS

10/12/2018
Estudo traz novas compreensões sobre os benefícios da dieta mediterrânea

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Crédito da imagem: Getty Images

Uma equipe de pesquisadores do Brigham and Women’s Hospital e da Harvard Chan School, dos Estados Unidos, publicou no periódico Jama Network Open descobertas que demonstram por quais motivos a dieta mediterrânea traz efeitos positivos para a saúde cardiovascular de quem adere a ela.

Os cientistas utilizaram os dados de mais de 25 mil profissionais de saúde incluídas no Estudo de Saúde da Mulher, que responderam a um questionário sobre o consumo alimentar, forneceram amostras de sangue e foram acompanhadas durante 12 anos.

As participantes foram divididas em três grupos – baixo, médio e alto – de acordo com a adesão à dieta mediterrânea e com a quantidade e a frequência com que os alimentos que compõem a dieta eram ingeridos.

Por meio de exames de sangue, os pesquisadores descobriram que diferenças pequenas nos biomarcadores contribuíram para a saúde cardiovascular, com redução de inflamações e melhora no metabolismo da glicose, efeitos benéficos observados em longo prazo.

De forma geral, eles identificaram uma redução de 25% no risco de doenças cardiovasculares entre as participantes que seguiram a dieta mediterrânea, rica em vegetais, frutas e azeite de oliva. 

O pesquisadores também constataram que, no decorrer do acompanhamento, 4,2% das mulheres do grupo baixo apresentaram um evento cardiovascular – ataque cardíaco, acidente vascular cerebral, revascularização arterial coronariana ou morte cardiovascular.

Com este dado, demonstraram que mulheres do grupo médio tiveram uma redução de 23% no risco de complicações. Entre as mulheres do grupo alto, a redução foi de 28%. Segundo os especialistas, o efeito benéfico é semelhante ao de medicamentos preventivos.

Para entender como os alimentos provocam este tipo de mudança, a equipe analisou 40 biomarcadores que influenciam a saúde cardiovascular. Foram encontradas alterações nos sinais de inflamação (responsáveis por 29% da redução do risco de doença cardiovascular), no metabolismo da glicose e da resistência à insulina (27,9%) e no índice de massa corporal (27,3%).

De acordo com Shafqat Ahmad, autor principal do estudo, os resultados podem impactar no bem-estar da população e mostram que adequações alimentares simples podem atuar na prevenção primária de doenças cardiovasculares.

A análise também identificou melhora na pressão arterial, nas taxas de colesterol, aminoácidos de cadeia ramificada e outros biomarcadores. No entanto, nesses casos, houve menos associação entre a dieta mediterrânea e a redução de risco cardiovascular.