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14/06/2016
Estudo questiona o chamado colesterol bom

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Crédito da imagem: Shutterstock

Uma pesquisa realizada pela Universidade de Cambridge, na Inglaterra, e publicada pela revista Science mostrou que, para um determinado segmento da população, o colesterol HDL, considerado bom, pode aumentar os riscos de doenças cardíacas coronárias.

Para o estudo, foram analisados quase 1000 indivíduos que possuíam uma mutação em um gene chamado SCARB1. A falha genética afeta uma em cada 1700 pessoas e é capaz de aumentar os níveis de HDL no organismo. Conforme a visão tradicional sobre o colesterol, elas deveriam estar protegidas contra doenças cardíacas. No entanto, de acordo com a pesquisa, o que aconteceu foi exatamente o contrário: os riscos aumentaram em 80%, semelhante aos riscos associados a fumantes.

“Descobrimos que as pessoas que transportam essa mutação genética rara estão, de forma inesperada, em maior risco de doenças cardíacas”, disse o pesquisador-chefe Adam Butterworth. Ele afirmou ainda que o achado “desafia a nossa sabedoria convencional de que o ‘bom’ colesterol realmente protege as pessoas de doenças do coração”. A dúvida, porém, surge quando os níveis estão aumentados, já que a molécula de colesterol é matéria-prima para hormônios, por exemplo, e necessária para o organismo em níveis dentro dos considerados ideais.

Estima-se que as doenças cardíacas sejam responsáveis pela morte de cerca de 600 mil pessoas nos Estados Unidos a cada ano. Geralmente, são causadas pelo acúmulo de material gorduroso nas paredes das artérias das coronárias. Assim, o fluxo de sangue para o coração é restringido, aumentando o risco de ataques cardíacos.

Segundo o cardiologista Tim Chico, da Universidade de Sheffield, na Inglaterra, é importante ressaltar que isso não altera nenhuma das recomendações feitas por médicos para pacientes que precisam receber tratamentos. O que o estudo questiona é a existência de um colesterol “bom”.