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28/02/2018
Estudo investiga fatores que aumentam o risco de insuficiência cardíaca

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Crédito da imagem: iStock

Elaborado a partir da análise de dois grandes estudos norte-americanos, o artigo aponta que fatores como sexo, raça e ataque cardíaco prévio têm impacto significativo no risco de desenvolver a doença.

As pesquisas incluíam informações do Estudo de Saúde Cardiovascular e do Estudo Multiétnico da Aterosclerose, que mapeou os dados de 12.417 pessoas com 45 anos de idade ou mais e sem insuficiência cardíaca no início do rastreio, a fim de observar os aspectos que afetam o coração no decorrer do tempo.

Ao longo de doze anos de acompanhamento, quase 18% dos participantes desenvolveram insuficiência cardíaca. A probabilidade de ter a doença aos 90 anos foi de 27% nos homens e de 24% nas mulheres. Entre pessoas negras o risco foi de 8% e em outras raças, de 11%.

Os pesquisadores constataram, ainda, que estes mesmos fatores interferiram no tipo de insuficiência cardíaca que os pacientes desenvolveram. A insuficiência cardíaca com fração de ejeção reduzida – quando o coração não bombeia sangue suficiente fora do coração – foi mais comum nos homens do que nas mulheres.

Já a insuficiência cardíaca com fração de ejeção preservada – quando os ventrículos do coração não se enchem de sangue da forma como deveriam – foi menos comum em pessoas negras.

Apesar dos indicativos quanto a sexo e raça, outro aspecto prevaleceu: o risco de desenvolver qualquer tipo de insuficiência cardíaca foi até quatro vezes maior em pacientes com histórico de ataque cardíaco.

Os autores acreditam que os três fatores devem ser levados em conta ao criar estratégias de prevenção. Atualmente, cerca de 2 milhões de brasileiros vivem com a doença e enfrentam sintomas como falta de ar, fadiga, pernas inchadas e batimentos cardíacos acelerados. Por não ter cura, os esforços se concentram em prevenir e reduzir os riscos de complicações.