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15/11/2018
Entidade europeia publica novas diretrizes para doença cardiovascular na gestação

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Crédito da imagem: Thinkstock

As novas diretrizes da European Society of Cardiology (ESC) para doença cardiovascular na gravidez fornecem uma rigorosa atualização da versão anterior. O documento inicia pelo aconselhamento pré-gestacional e vai até a segurança de medicamentos durante a lactação.

De acordo com Jolien W. Roos-Hesselink, da Erasmus University, na Holanda, que encabeçou a revisão, as três atualizações mais importantes foram a introdução de uma equipe de cuidados cardiológicos durante a gravidez, a recomendação de que mulheres com doença cardiovascular não entrem em trabalho de parto após 40 semanas completas de gestação, e a divulgação de uma tabela extensa de medicações seguras durante a gravidez e a lactação.

Ela explica que o aconselhamento é crucial para mulheres cardiopatas de risco moderado ou grave que planejam engravidar. A intenção é estratificar o risco de mulheres em idade fértil antes da gestação para, desde o início e com suporte especializado, orientar as melhores condutas.

A equipe de aconselhamento deve incluir, no mínimo, um cardiologista, um obstetra e um anestesista experientes, que acompanharão a paciente em todas as etapas.

Para pacientes de alto risco, a recomendação é evitar a gravidez. É o caso de mulheres com doenças como hipertensão pulmonar, lesões complexas operadas com complicações, disfunção sistólica esquerda grave, obstrução da via de saída do ventrículo esquerdo, dilatação aórtica ou cardiomiopatia durante parto prévio na qual a função sistólica não se normalizou.

Sobre os medicamentos seguros para grávidas e lactantes, o documento fornece um resumo descritivo do risco e informações detalhadas sobre estudos em humanos e animais das principais drogas cardiovasculraes. A sugestão é que o texto seja consultado antes de se prescrever um medicamento durante a gravidez.

As doenças cardiovasculares estão entre as causas mais comuns de morte materna na Europa. Da mesma forma, a hipertensão afeta de 5% a 10% de todas as grávidas. As diretrizes auxiliam os profissionais a fornecerem as melhores orientações a suas pacientes, já que a experiência médica individual pode ser insuficiente para o acompanhamento de grávidas cardiopatas.