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NOTÍCIAS

11/07/2016
Cientistas britânicos afirmam que a solidão aumenta risco de infarto e AVC

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Crédito da imagem: Stock Photos

Segundo estudo do Departamento de Ciências da Saúde da Universidade de Iorque, no Reino Unido, a falta de convívio social faz tão mal para o coração quanto inimigos já conhecidos, como a ansiedade, o excesso de peso e uma vida estressante.

Conforme a pesquisa, a solidão está associada a um aumento de 29% no risco de infarto e de 32% de acidente vascular cerebral (AVC) em comparação com pessoas que demonstram fortes relações sociais.

A afirmação é resultado da revisão de 23 estudos que envolveram 181.000 pessoas saudáveis. Para os autores, os números encontrados colocam a solidão entre os fatores de risco já conhecidos para doenças cardiovasculares.

Segundo Nicole Valtorta, líder do estudo, a sentir-se só afeta os indivíduos por três caminhos diferentes: comportamental, biológico e psicológico. No fator comportamental, a autora afirma que pessoas isoladas ou sós seriam mais propensas à obesidade, ao sedentarismo, ao fumo e a evitar visitas periódicas aos médicos. Biologicamente, a solidão afeta o sistema imunológico e a resposta do organismo ao estresse. Já no aspecto psicológico, está associada a taxas mais altas de ansiedade e depressão – fator de risco já conhecido para doenças cardiovasculares.

Ainda de acordo com o texto, trabalhos anteriores mostraram que o contrário também é verdade: ter amigos e manter fortes relações sociais faz bem à saúde do coração tanto quanto a prática de exercícios físicos. Na visão dos autores, os profissionais de saúde podem conscientizar seus pacientes sobre os impactos das relações sociais para a saúde.