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NOTÍCIAS

10/07/2017
Chocolate pode reduzir o risco de fibrilação atrial

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Crédito da imagem: iStock

De acordo com estudo liderado por cientistas da Universidade Harvard, comer uma pequena quantidade do alimento pode ajudar a prevenir um tipo comum e perigoso de arritmia cardíaca.

A pesquisa destaca que pessoas que comeram chocolate entre uma e três vezes por mês apresentaram um risco 10% menor de desenvolver fibrilação atrial do que aquelas que comeram menos. A proteção pareceu aumentar de acordo com a ingestão do alimento.

Conforme a publicação do periódico Heart, embora não seja possível estabelecer que o chocolate evitou o aparecimento de fibrilação atrial, os pesquisadores acreditam que os flavanóis presentes no cacau sejam responsáveis por melhorar a saúde cardíaca e reduzir o risco de algumas condições.

Para a análise, foram utilizados dados de um estudo realizado entre 1993 e 2007 com 55,5 mil dinamarqueses. Os participantes tinham idades entre 50 e 64 anos no início do levantamento e forneceram informações sobre suas dietas.

Os pesquisadores relacionaram os dados dos voluntários com os registros nacionais de saúde da Dinamarca a fim de identificar diagnósticos de fibrilação atrial. Ocorreram cerca de 3.346 casos ao longo dos 13,5 anos. Os resultados sugerem que o risco de sofrer arritmia era 10% menor entre os que consumiram de uma a três porções de 30 gramas de chocolate por mês.

O benefício foi maior (17%) para quem relatou comer chocolate uma vez por semana, ou entre duas e seis porções semanais (20%). Quem consumiu uma ou mais porções de chocolate todos os dias apresentou 14% menos chance de fibrilação atrial.

Na comparação entre os sexos, o estudo aponta que o melhor resultado para as mulheres está no consumo de uma porção por semana, com um risco 21% menor de ter fibrilação atrial. Já para os homens, a ingestão semanal de duas a seis porções chegou a 23%.

Os pesquisadores acreditam que o chocolate, especialmente com alto teor de cacau e em quantidade moderada, pode fazer parte de uma alimentação saudável e equilibrada, sem prejudicar a saúde pelo teor calórico e níveis de gordura. Pessoas com diabetes ou restrições alimentares devem sempre conversar com um especialista.

Eles advertem que não foram avaliados fatores como doenças renais e apneia do sono, que podem influenciar o risco de fibrilação atrial. Também não foram consideradas as características dos chocolates consumidos pelos participantes e mudanças na dieta no decorrer da coleta de dados. 

A fibrilação atrial é um tipo comum de arritmia que provoca batimentos cardíacos acelerados e irregulares e chega a atingir quase uma em cada dez pessoas com mais de 65 anos. A condição eleva em até cinco vezes o risco de derrame cerebral e aumenta as chances de insuficiência cardíaca e, apesar das graves consequências, não existem estratégias específicas de prevenção.