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16/07/2016
Batimentos cardíacos: existe frequência mínima e máxima?

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Crédito da imagem: PantherMedia

O coração de um jovem saudável, com idade entre 15 e 20 anos, costuma bater no mínimo 60 e no máximo 90 vezes por minuto. Mas, se esporadicamente a frequência cardíaca ultrapassa ou fica abaixo dessa faixa, não quer dizer que ele tenha qualquer tipo de problema no coração.

Isso ocorre porque o órgão está ligado ao cérebro e ao corpo por estímulos nervosos, e são eles que dizem o quanto o coração precisa trabalhar.

Em algumas pessoas, o nervo simpático, que libera adrenalina, atua com mais força, fazendo com que o indivíduo perceba mais facilmente quando o coração acelera. Em outras, a atuação do nervo vago, que reduz os batimentos, é mais percebida. Basta uma situação que estimule um dos dois nervos, e pronto: o coração pode acalerar ou diminuir o ritmo.

Ao praticar exercícios físicos, por exemplo, a frequência cardíaca pode chegar a 150 ou 160 batimentos por minuto sem que isso represente uma ameaça à saúde. O oposto também é normal. Ao dormir ou relaxar, sem exigir do corpo e do cérebro qualquer esforço, a frequência cardíaca pode ficar em torno dos 40 bpm.

Outro fator que influencia a frequência cardíaca é a idade. Um recém-nascido tem entre 120 e 140 bpm, pois seus sistemas de regulação do sistema circulatório ainda não estão bem desenvolvidos. O ritmo acelerado ajuda a fornecer mais oxigênio ao coração dos bebês. Conforme eles crescem, os batimentos diminuem. Décadas mais tarde, na velhice, serão provavelmente ainda mais espaçados, numa faixa entre 50 e 80 bpm.