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07/11/2017
AVC provoca mais mortes em mulheres do que em homens pela primeira vez

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Crédito da imagem: Internet

O número de mulheres que morreram em consequência de um Acidente Vascular Cerebral ultrapassou o número de homens que perderam a vida pela mesma doença. Os dados são da Sociedade Brasileira de Cardiologia, que discutiu o tema e estratégias de prevenção no 72° Congresso Brasileiro de Cardiologia, realizado em São Paulo entre 3 e 5 de novembro.

Em 2015, 50.252 mulheres morreram em decorrência de AVC - uma morte a mais do que as registradas entre os homens. De acordo com o presidente da SBC, Dr. Marcus Bolívar Malachias, entre 2010 e 2015, observa-se uma tendência de queda nas mortes por AVC entre os homens, enquanto entre as mulheres a elevação é quase constante.

O AVC é a principal causa de incapacidade no mundo e atinge 17 milhões de pessoas todos os anos. "Controlar os fatores de risco, como a hipertensão, o diabetes, colesterol, tabagismo e sedentarismo, pode reduzir em até 80% as chances de uma pessoa sofrer um derrame", esclarece o especialista.

Ainda de acordo com Malachias, as longas jornadas de trabalho, somadas ao ritmo intenso de atividades relacionadas à casa e à família, muitas vezes impedem a mulher de praticar exercícios físicos e provocam aumento de peso e estresse, dois importantes fatores de risco para o AVC.

O infarto ainda é a maior causa de mortes no Brasil e no mundo. Em 2015, foram quase 112 mil casos no país. A proporção de mulheres mortas por infarto aumenta em ritmo acelerado: há 50 anos, era de uma mulher para nove homens. Em 2015, foi de quatro mulheres para seis homens.