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18/02/2018
Aumentos pequenos da frequência cardíaca já representam riscos

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Crédito da imagem: Dreamstime

De acordo com um novo estudo publicado no JAMA Cardiology, até mesmo alterações relativamente pequenas da frequência cardíaca, dentro da faixa considerada normal, estão associadas a um maior risco de desfechos adversos, sejam eles cardiovasculares ou não.

O texto aponta que, para cada aumento de cinco batimentos por minuto da frequência cardíaca em relação à última consulta, o aumento é de 13% para o risco de morte cardiovascular, 13% para insuficiência cardíaca, 9% para infarto agudo do miocárdio e 6% para acidente vascular cerebral.

Os pesquisadores também perceberam um aumento de 12% para mortalidade por todas as causas e 8% para o risco de morte por câncer.

Conforme Scott D. Solomon, médico do Brigham and Women's Hospital, de Boston, e um dos autores do trabalho, um dos diferenciais do controle de batimentos cardíacos é a facilidade de medição e o baixíssimo custo envolvido.

O resultado reforça a importância de estar atento a qualquer alteração, por menos drástica que seja, e estende a análise a uma comunidade muito mais abrangente de pessoas – estudos anteriores haviam avaliado as consequências somente entre pacientes com insuficiência cardíaca.

Qualquer diminuição da frequência cardíaca (também em níveis considerados normais, ressalta o autor) desde a última consulta foi significativamente associada a menor risco de mortalidade por todas as causas, enquanto uma redução de mais de 12 bpm foi associada a menor risco de insuficiência cardíaca.

Aumentos da frequência cardíaca ao longo do tempo podem refletir o aumento da atividade simpática, enquanto a diminuição da frequência cardíaca pode refletir a melhora da função cardíaca, aptidão física ou menor tônus simpático, sugerem os autores.

Os pesquisadores do Brigham and Women's Hospital usaram dados eletrocardiográficos de 15.680 participantes do estudo multiétnico Atherosclerosis Risk in Communities para avaliar a frequência cardíaca em repouso, a frequência atualizada ao longo do tempo e as alterações do ritmo cardíaco entre consultas.

As alterações do ritmo cardíaco foram calculadas entre quatro visitas ao especialista, com uma mediana de três anos de intervalo entre elas. Os eventos de desfecho foram monitorados durante 28 anos. 55,2% dos participantes eram mulheres, 26,9% eram negros e a média da frequência cardíaca foi de 67 bpm.