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NOTÍCIAS

08/12/2017
Atividade física moderada ou intensa reduz risco de morte em idosas

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Crédito da imagem: Getty Images

Realizado no Brigham and Women's Hospital, em Boston, nos Estados Unidos, o estudo constatou que mulheres idosas que praticam atividades físicas de intensidade moderada a vigorosa apresentam um risco 65% menor de mortalidade por todas as causas em comparação com aquelas que praticam menos exercícios ou são sedentárias. Os resultados foram publicados na revista Circulation.

Entre 2011 e 2015, foram analisadas todas as mulheres do Woman's Health Study com pelo menos 70 anos de idade, que conseguiam caminhar sem ajuda e concordaram em participar da pesquisa. Um total de 17.708 mulheres receberam um dispositivo que, fixado ao quadril, era capaz de medir a aceleração da usuária em três planos: para cima e para baixo, de um lado para o outro, e de frente para trás, com sensibilidade para captar até mesmo pequenos movimentos.

As participantes foram convidadas a utilizar o equipamento o dia todo durante sete dias, retirando-o apenas para dormir. As mulheres estudadas passaram, em média, 8,4 horas por dia sedentárias, 5,8 horas em atividades físicas leves e 30 minutos diários em atividades moderadas ou intensas. Elas foram acompanhadas durante dois anos e três meses.

Conforme os pesquisadores, embora as diretrizes recomendem a adoção de uma rotina de exercícios físicos, chama a atenção o impacto nos índices de mortalidade. Este foi o primeiro estudo a utilizar um dispositivo capaz de aferir objetivamente o tempo em atividade e repouso. Pesquisas anteriores foram baseadas apenas em informações fornecidas pelos próprios pacientes.

Os autores ressaltam os efeitos positivos do exercício para o funcionamento do corpo, para a saúde mental e qualidade de vida à medida que as mulheres envelhecem. O estudo considerou como atividade física vigorosa a caminhada rápida, que acelera o ritmo cardíaco e provoca um pouco de transpiração.

A prática de atividade física, especialmente em pacientes idosos e/ou com problemas cardiovasculares, deve ser recomendada pelo médico especialista e supervisionada por profissionais.