Diminuir letra Aumentar letra
NOTÍCIAS

10/10/2018
Atividade física leve reduz a gravidade de AVC

walking.jpg

Crédito da imagem: L.A. Cicero

Segundo um estudo publicado na revista Neurology, caminhar durante quatro horas por semana ou nadar de duas a três horas por semana ajuda a reduzir a gravidade do acidente vascular cerebral. Além de atuar na redução de danos, a prática de atividades físicas é um conhecido aliado na proteção à saúde cardiovascular.

Realizado na University of Gothenburg, na Suécia, a equipe analisou dois bancos de registros médicos e identificou 925 pessoas vitimas de AVC admitidas no Sahlgrenska University Hospital entre novembro de 2014 e abril de 2016. A idade média era de73 anos e 45% eram do sexo feminino.

Os registros continham detalhes sobre a gravidade do incidente – sintomas como movimentos oculares, dos braços e da face, nível de consciência e habilidades de linguagem. 

Para mensurar a atividade física, os pesquisadores questionaram os pacientes sobre o quanto se movimentavam ou se exercitavam nos momentos de lazer antes de sofrer o acidente vascular cerebral. A duração e a intensidade do exercício determinou a quantidade média de atividades físicas praticadas. As informações foram confirmadas com os familiares dos entrevistados.

A atividade física leve foi definida como caminhar pelo menos quatro horas por semana. A moderada, como exercícios mais intensos — natação, caminhada rápida ou corrida de duas a três horas por semana. 52% dos participantes relataram que eram fisicamente inativos antes da ocorrência do AVC.

A maioria dos pacientes (80%) foi diagnosticado com AVC leve na internação. O AVC isquêmico foi o evento cerebrovascular mais comum (93,8%). Outros 5,8% tiveram hemorragia cerebral e 0,4% um AVC hemorrágico ou isquêmico. As sequelas da complicação vascular cerebral foram mais graves entre os pacientes fisicamente inativos.

Em contrapartida, os pesquisadores identificaram que pessoas que mantinham uma rotina não sedentária — com prática de atividade física leve a moderada — antes do acidente apresentaram duas vezes mais chances de serem acometidos por um AVC leve, se comparados aos fisicamente inativos.

De acordo com os autores, o estudo reforça as crescentes evidências de que a atividade física pode ter um efeito protetor no cérebro. Embora novas pesquisas sejam necessárias para compreender a influência da atividade física, a inatividade pode ser considerada um fator de risco para ocorrências graves.