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21/05/2018
Assembleia Mundial da Saúde apresenta projeto para salvar 29 milhões de pessoas até 2023

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Crédito da imagem: Shutterstock

Iniciou hoje e vai até sábado, em Genebra, na Suíça, a Assembleia Mundial da Saúde, que reúne ministros da Saúde e outros delegados dos 194 Estados-membros da Organização Mundial da Saúde. 

Na abertura do encontro, o diretor-geral da OMS, Tedros Ghebreyesus, pediu mais compromisso político para que a cobertura universal de saúde, citada por ele como o bem mais precioso, se torne uma realidade.

Ghebreyesus espera apoio internacional para aprovar, durante essa semana de debates, o projeto de salvar 29 milhões de vidas até 2023. 

A intenção é ter mais 1 bilhão de pessoas com cobertura universal de saúde, 1 bilhão de pessoas protegidas de emergências de saúde e, por fim, 1 bilhão com melhor saúde e bem-estar. 

Serão discutidas, ainda, ações que incluem emergências médicas, vacinas e combate a doenças reumáticas e cardiovasculares.

O diretor ressaltou progressos importantes alcançados nos 70 anos de atividades da OMS, como o acréscimo de 25 anos à expectativa média de vida no planeta, as milhões de vidas de crianças salvas e os avanços na erradicação de doenças.

Mas também apresentou dados que demonstram o longo caminho a percorrer. Segundo ele, 55% da população mundial continua sem acesso a um serviço adequado de saúde.

Serviços universais de saúde atendem com sérios problemas 64% da população mundial. Só na África, 33 países contam com um serviço de saúde que abrange menos da metade da população. No Chade, centro-norte do continente, apenas um quarto dos habitantes tem alguma cobertura. 

Em 76 países ainda há menos de um médico para cada mil pessoas, e em 87 países existem menos de três enfermeiras para cada mil habitantes. No Brasil, as taxas de 2015 apontavam para 77% da população com serviços de saúde.  

A cada ano, 100 milhões de pessoas sofrem perda de renda diante dos elevados custos de tratamentos. O Brasil é um dos que mais apresenta problemas, com 25% da população sendo obrigada a destinar mais de 10% de sua renda para pagar por remédios e atendimento.

Em proporção aos gastos gerais do governo, o Brasil também está abaixo da média mundial nos investimentos em saúde. Em 2015, o governo destinou 7,7% de seus gastos totais para a saúde, uma taxa parecida a de mais de uma dezena de países africanos. 

Na média mundial, os gastos são de 9,9%. Na Alemanha ou no Uruguai, a proporção dos gastos do governo com a saúde chega a 20%.

Para a OMS, o resultado da falta de prioridade ao setor de saúde pelo mundo ainda é traduzido em mortes. Mesmo com avanços importantes no combate à mortalidade infantil, 15 mil crianças morrem no mundo a cada dia antes de completar 5 anos por falta de tratamento ou por problemas de saneamento básico.

Com informações dos portais ONU News e Estadão.