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24/09/2018
Artigo inclui otimismo e felicidade na prevenção de doenças cardíacas

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Crédito da imagem: Internet

Um relatório publicado pelo Journal of American College of Cardiology reuniu diversos estudos que exploraram a saúde mental e o risco cardiovascular. O documento ressalta o papel do otimismo e da felicidade na promoção da saúde e prevenção de doenças cardíacas. 

 

Focados especialmente no impacto de adotar uma perspectiva positiva sobre a vida, os autores destacam um estudo realizado em 2017 com 70.021 mulheres que descobriu que aquelas com maiores níveis de otimismo apresentavam risco 38% menor de morrer por doença cardíaca e 39% menor de morrer por acidente vascular cerebral após oito anos em comparação com mulheres cuja atitude foi considerada negativa.

 

Uma visão otimista, segundo os especialistas, inclui esperança e confiança em relação ao futuro e é medida de forma padronizada a partir de questionários sobre as atitudes e sentimentos dos participantes. 

 

Os autores também observam que, além do otimismo, diversos estudos analisaram o impacto de um sentido de propósito de vida. Uma análise dos dados de dez pesquisas constatou que os indivíduos que relataram uma sensação de propósito de vida tiveram um risco 17% menor de eventos cardíacos graves do que aqueles que diziam não perceber um propósito em suas vidas. 

 

Já um trabalho que realizou autópsias em adultos mais velhos percebeu que os indivíduos que relataram um propósito maior na vida eram menos propensos a mostrar evidência de acidente vascular cerebral do que aqueles que não relataram nenhum senso de propósito. 

 

Segundo os autores, existem três hipóteses para essa associação: primeiro, é possível que o pensamento positivo tenha impacto direto na maneira como o corpo funciona, promovendo a saúde do coração. Uma segunda explicação seria a de que o otimismo está ligado a comportamentos saudáveis que melhoram a saúde. Já a terceira hipótese sugere que o otimismo pode atuar a partir de relações sociais que ajudam a proteger o organismo dos efeitos negativos do estresse.  

 

Além de incentivar a realização de novas pesquisas que busquem entender de que forma o bem-estar mental afeta a saúde cardiovascular, os pesquisadores recomendam que os pacientes sejam questionados sobre aspectos como otimismo, satisfação com a vida, gratidão e habilidades pessoais.

 

Para eles, independente de quais sejam as descobertas que expliquem a relação entre atitude positiva e melhores resultados de saúde, ações que promovam a saúde mental e o bem-estar psicológico devem ser incentivadas.