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23/02/2018
Após transplante raro, homem vive com dois corações

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Crédito da imagem: Ludwig-Maximilians-University of Munich

O procedimento foi realizado em Hyderabad, na Índia. O coração do doador – um jovem de 17 anos que havia sofrido morte cerebral – era pequeno demais para bombear o sangue pelo corpo consideravelmente maior do receptor e precisou ser suturado ao órgão original. O paciente de 56 anos agora faz parte de um pequeno grupo de pessoas que vive com dois corações.

Dr. Gopala Krishna Gokhale, responsável pela cirurgia, explicou que a equipe foi surpreendida pelas diferentes dimensões durante o procedimento. Segundo ele, o coração do doador era do tamanho de um punho normal, enquanto o coração do paciente em transplante era do tamanho de uma pequena bola de futebol.

A solução foi optar por uma técnica rara, chamada heterotopia, que significa unir dois corações. Ao invés de uma substituição, o novo coração passa a auxiliar o funcionamento do órgão original.

Neste tipo de procedimento, o novo órgão é colocado na cavidade do peito à direita do coração existente, e as duas artérias esquerdas são fundidas para formar uma câmara mais larga. A aorta do novo coração, então, é acoplada à aorta existente, permitindo que as contrações musculares dos dois corações possam bombear sangue pelo sistema circulatório. Após a operação, os batimentos dos dois corações precisam ser monitorados em exames de rotina.

A cirurgia foi realizada pela primeira vez pelo cirurgião cardíaco sul-africano Christaan Barnard, em 1974. Até hoje, estima-se que tenha acontecido cerca de 150 vezes em todo o mundo.

Com informações da Revista Superinteressante.