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CRÔNICAS MÉDICAS

Sal: o mau hábito que adquirimos na infância
Dr. Fernando Lucchese

 

Desde criança, ao exigirmos batata frita como prato forte no jantar, estamos desenvolvendo dois péssimos hábitos, dos quais, depois, passamos anos tentando nos livrar. Primeiro, o uso abundante de sal, muitas vezes reforçado por um saleiro inadequadamente levado à mesa. Segundo, o hábito e o gosto pela fritura.

Todo o sal que necessitamos – no máximo 3 gramas por dia, ou seja, três tampas de caneta Bic cheias até o topo, cada qual com 400mg de sódio – já ingerimos através da comida de panela. Portanto, não precisaríamos nunca do saleiro à mesa. O sal é o componente principal na geração da hipertensão arterial. E já são 25 milhões de brasileiros hipertensos. Aos 50 anos, metade da população é hipertensa.

Os substitutos existentes em mercados e farmácias sempre contêm certa quantidade de sal de cozinha, o cloreto de sódio. Quem tem problemas com ele, deve investigar os com menor quantidade. O gosto desses produtos é dado pelo cloreto de potássio, que não tem os efeitos maléficos do sal sobre o organismo.

Dicas para evitar o excesso de sal

- Evite adicionar mais sal ao seu prato
- Quem tem problemas com sal, deve evitá-lo ao cozinhar e usar outros temperos. Mesmo quem não for hipertenso deve ter moderação. Existem muitos outros recursos para temperar e dar vida aos pratos, como páprica, pimenta (sempre a vermelha), dezenas de ervas, vinagre, vinho, limão, gengibre.
- Use com cautela e moderação conservas ou embutidos preparados com sal.
- Limite o uso de “salgadinhos” de pacote.
- Prefira amendoim sem sal.
- Observe, ao comprar molhos prontos, a quantidade de sal.

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